Negociação, liderança, marketing, tecnologia e carreira profissional


Sistemas de controle de demandas é um paradigma em qualquer empresa de tecnologia e, desde o início da Inova e-Business (minha empresa) esta foi uma das nossas maiores preocupações. Tenho algumas dicas ou uma visão diferente para quem quiser renovar os pensamentos oriundos ao tema.

Eu desenvolvo uma aplicação para este controle?

Não! Sem justificativa. Gaste seu tempo de forma produtiva, com soluções para seus clientes, use do mercado o que ele tem de melhor, veja quem já pensa em nesses softwares a anos e que ganha seu ganha-pão com isso. Eles não vão te decepcionar.

O que eu preciso?

Esta é a primeira pergunta, você precisa controlar exatamente o que? Sua empresa presta serviços? Cria produtos? Aloca profissionais? Não seja preciosista imaginando controles que nenhum dos seus clientes precisam. Pense que quanto mais rápido

Onde deve ficar hospedado?

Isso vai depender da sua infra-estrutura e também do seu tempo para as atualizações. É o mesmo caso do WordPress, que você pode contratar através do site WordPress.com ou instalá-los, fazendo download o WordPress.org, usando-o como Open Source. Na primeira condição você paga, mas não se preocupa com mais nada, na segunda, você “não paga” mas fica responsável por toda esta manutenção por menor que seja.

A parte legal do artigo

Os meus softwares de gestão preferidos estão abaixo, é importante dizer que este não são os únicos que eu conheço, mas os melhores que já encontrei e trabalhei.

JIRA

http://www.atlassian.com/jira

 

Ele é pago, MAS tem a versão gratuita de até 10 licenças quando você instala ele no seu servidor (não opte pela cloud senão vai te cobrar US$10 mensais). Eu particularmente usei em alguns cases bem legais, como por exemplo num cliente que foi a Giuliana Flores, que detém, além dos seus 3 sites (Giuliana Flores, Cestas Michelli e Nova Flor) todos os sistemas internos. Cada um com seu fluxo e código de tarefas específicos. Uma parte legal dele é a possibilidade de inclusão de add-ons (assim como no WordPress) onde alguns são gratuítos e outros pagos, mas em geral os gratuitos conseguem ajudar muito.

Uma das coisas mais interessantes é, como disse acima, seus fluxos e também seu modelo de registro de horas, essencial para uma fábrica de software. A única coisa que ele não é tão trivial de deixar personalizado, tem que configurar, mas você acaba aprendendo.

Trello

http://www.trello.com

 

Adquirida no início de 2017 pela Atlassian (sim esta que eu falei anteriormente), o Trello é uma ferramenta que trabalha no formato “Kanban” que lembra metodologias como Scrum e XP. Ele também tem sua versão paga, mas é de onge mais barato e de certa forma não tão essencial quanto seus concorrentes, como o Kanbanize que eu particularmente não gosto.

Como o formato em colunas, é fácil pra criar seu próprio fluxo. Nos meus clientes, uso com frequência devido a facilidade de ajuste e criação destes fluxos. Sua única deficiência é que ele não tem log de horas, é mais indicado quando existe alocação, onde o controle não é por horas e sim pelas atividades. Dá até para usar um “Trello” para você mesmo. Ele tem conceito de quadros que podem ter times diferentes em cada um deles e o melhor, tudo isso que eu disse acima é 100% gratuíto podendo ter a quantidade de usuários que você quiser.

Depois que eu comecei a usar descobri que várias agências de publicidade e, acreditem, gerentes de e-commerce como é o caso dos gerentes da Onofre e da Mistral conhecem, o que facilita sua imersão e participação deles nos sistemas.

Teamwork

http://www.teamwork.com

 

Ele tem uma versão free, tudo bem, mas todo o potencial dele está na sua versão paga, que, além de extremamente barata e sem quantidade limite de usuários e empresas, permite você criar uma “intranet de projetos” para o seu cliente bastante profissional.

Usamos com sucesso em alguns projetos da Bematech e da Kiss FM. Eles ficaram bastante satisfeitos. O sistema gera a gerar inclusive relatórios e “faturas” que lhe auxiliam no financeiro junto ao seu cliente.

Outras ferramentas que não perdem seu crédito

Microsoft Project

http://www.microsoft.com/project

 

Embora muito completo, para mim, mesmo que colaborativo, ainda sim é um stand-alone, quero dizer, não é uma ferramenta para fazer gestão dos projetos de forma simples e rápida. Por vezes eu projeto tudo no Microsoft Project e aos poucos vou passando para as ferramentas colaborativas acima ou ainda, quando apresento um projeto fechado, faço a projeção de recursos, tempos, custos, onde ele é fantástico! Mas é aquela coisa, ele é mais “um meio do que um fim”.

Odoo

http://www.odoo.com

 

Eu particularmente gostei, mas não tanto, porque ele é lento no self-hosted (instalado direto no servidor, igual ao JIRA que sugeri mais acima) e a idéia é revender serviço de quem conhece o “código secreto para deixar ele mais rápido” ou comprar a solução cloud “super ultra rápida”.

Ele é a evolução do antigo “OpenERP” ainda muito usado, mas como muitos open sources de empresas privadas, depois de chegar à um determinado nível de abrangência nas empresas, ele simplesmente virou o Odoo.

Pelo nome dá pra perceber que ele não apenas controla projetos. Nele você consegue fazer o controle completo da sua empresa, mas como este não é o foco do artigo, não vou me estender à falar sobre suas qualidades ou defeitos.

OpenProject.com

http://www.openproject.com

Este era o meu sonho de consumo (mais do que qualquer outro aqui citado), mas tem o mesmo problema do Odoo, você escolhe entre revendedores ou serviços cloud. Mas a sua lista de funcionalidades e o demo é impressionante!

Regra de ouro: Não use Microsoft Excel, é furada!

Nunca use Microsoft Excel, é furada, é sério (consegue imaginar minha expressão, fazendo aquele rosto de “cara, vai dar merda”). Não existe planilha que seja tão boa quanto o próprio Microsoft Project ou que controle tão bem quanto os outros sistemas supracitados. Por vezes já ouvi a desculpa, mas é que minha empresa não tem ele no pacote Office. Compra você, se você é GP, é como um padeiro sem farinha!

No LinkedIn tem bastante disso “planilha super automática de controle de projetos, deixe seu e-mail aqui”. Não perde tempo com isso, se quiser, justifica no seu comentário que eu faço uma réplica para você.

Espero ter ajudado! Dê sua opinião!

Grande abraço,

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Entendendo o principal..

O objetivo do BPMN é desenhar processos de negócios, em outras palavras, um fluxo de atividades para exemplificar processos e atividades que podem ou não humanas.

As ferramentas de trabalho

Acerca do assunto, existem vários editores de digramas que podem ser utilizados, contudo o mais popular e fácil de usar, de distribuição gratuíta, é o software “Bizagi Process Modeller” da empresa BizAgi Ltda. Faça download aqui.

O BPMN PODE SER utilizado para:

  • Demonstração de fluxos de processos dentro de uma departamento, por exemplo: Compras, Financeiro, RH;
  • Identificação de “gargalos” em grandes processos, por exemplo: Fabricação de Porcas e Parafusos, Cadeiras, Exame de Substâncias em Laboratórios;
  • Desenho de fluxo para identificação de problemas gerenciais, por exemplo: Ciclo de Desenvolvimento de Softwares;
 .

O BPMN NÃO PODE SER pode ser utilizado para:

  • Definição de Escopo de Projetos de qualquer natureza;
  • Substituição de algum Diagrama da UML, como Diagrama de Atividades;
  • Definição de Organograma Corporativo;
 .

O que você deve saber antes de usar o BPMN:

  • Os processos precisam ter um início, meio e fim;
  • Precisa ser inteligível para humanos, com linguagem de fácil compreensão, intuitivo;
  • Deve-se acompanhar sempre a definição das cores, um diferencial para este tipo de diagrama gerencial;
  • Você não precisa seguir a risca a especificação do BPMN desde que siga as regras básicas de modelagem.

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Objetos de trabalho

Pool

O pool (ou raia, em português), é usado para determinar um conceito, como por exemplo uma máquina, departamento ou pessoa, onde todas as ações, definida por seus objetos internos, serão executados por quem domina este contexto. Será comum a “conversa” entre os objetos através das raias (a não ser que sejam esboços de processos mono-processados) e quando começamos a fazer isto, vemos a importância de cada interação, identificando e exemplificando pontos fundamentais de um processo corporativo.

Start Event

Define o início de um processo. Toda raia deve ter um processo de início, que indica que sua vida no ciclo se iniciou.

Intermediate Event

Os eventos intermediários são aqueles que dão corpo ao diagrama de processo de negócio. Existem vários tipos de eventos intermediários, são eles:

Evento MessageMessage: tipifica uma mensagem que deve ser enviada para alguém ou alguma coisa, podendo ser um gatilho a ser lançado assim seja convocada.

Evento Timer

Timer: um intervalo oferecido para a tarefa vigente, muito útil para descobrir gargalos de processos. Exemplo: um analista de RH demora em média 45 minutos para analisar e comprovar as informações do curriculum de um indivíduo candidato à uma vaga na empresa, um sapateiro demora 7 minutos para engraxar um sapado comum ou  um funcionário demora em média 2 horas por dia para responder aos seus e-mails;

Evento CompensateCompensate: uma tarefa de compensação que irá servir para auxiliar a finalização da tarefa vigente. Exemplo: a tarefa de finalização de um pedido em uma loja virtual pode necessitar do cadastro do usuário, portanto será necessário disparar um evento de cadastro paralelo.

Exemplo com representação gráfica:

Exemplo de Compensate

Evento Conditional

Conditional: a partir de um único processo condicional, vincula-se a outros possíveis de acordo com o entendimento do escopo. Lembrando que o BPMN deve ser inteligível, existem algumas formas que se aplicam melhores do que outras e são usadas (independente da documentação oficial).

Algumas formas de representação gráfica:

1) Uma atividade do tipo condicional enraizada com várias outras atividades

Exemplo de Condicional BPMN

2) Uma atividade do tipo condicional que se vincula pela sugestão do escopo (deu certo ou não):

Evento LinkLink: Um evento do tipo link demonstra que é feita uma relação com um evento que pode ser pertencente à outro diagrama, é um “vínculo virtual” que se mantém entre eles para não ter de repetir uma mesma parte de um diagrama disponível ao leitor.

Exemplo de utilização gráfica:

Evento SignalSignal: É um evento que é lançado para quem estiver escutando. Numa representação de processos, pode ser um relatório disponível em acesso público, um alerta emitido quando determinada meta de compra é alcançada, ou seja, qualquer informação que esteja disponível e você não saiba, caso saiba, deverá ser usado o evento Message.

Abaixo um exemplo de utilização:

Evento MultipleMutiple (ou Parallel Multiple): Desencadeia uma série de eventos a partir daquele do anterior. Esta função é boa para definir vários processos realizados em paralelo (como uma bifurcação do Diagrama de Atividades da UML).

Exemplo gráfico:

End Event

Indica a finalização de uma sequência de eventos para aquele pool. É o término de seu ciclo de vida. Uma vez que um “End Event” é colocado em uma raia (pool) não poderá ter mais eventos.

Task

As Tarefas (ou Tasks) são usadas para descrever os processos envolvidos no BPMN que não são eventos intermediários especiais (vida Eventos Intermediários) e descrevem comportamentos inteligíveis sucintamente.

Gateway

O Gateway é um objeto de definição de decisão em uma modelagem. Ela serve para direcionar decisões de acordo com respostas de SIM ou NÃO. São muito úteis para gerar processos que variam do “Caminho Feliz”.

Exemplos de utilização:

No caso abaixo, é exemplificada a utilização efetiva do BPMN de forma inteligível para descrever como um usuário (ator) pode cadastrar registros de alertas e recebê-los posteriormente. O sistema trabalha com envio de SMS, mas a tecnologia (de como funciona) não precisa ser detalhado, por isso o BPMN foi escolhido neste trabalho.

Importante: este fluxo foi validado por 4 professores da faculdade Veris IBTA (São Paulo, SP) em meados de 2010, entre eles o Sr José Leão principal responsável pela validação da parte de BPMN. Atualmente o trabalho encontra-se na biblioteca da faculdade e está disponível para consulta, junto com o restante do trabalho.

Exemplo de utilização do BPMN

Figura 1. Apresentação um processo sistêmico (ator cadastrando alertas), utilizando o BPMN

Exemplo de utilização do BPMN

Figura 2. Apresentação um processo sistêmico (ator recebendo alertas), utilizando o BPMN

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Business_Process_Modeling_Notation

http://tynerblain.com/blog/2006/08/15/bpmn-intermediate-events/

http://www.bpmn.org/

http://www.tudosobrebpm.com/2011/06/livros-bpm-parte-i.html

http://publib.boulder.ibm.com/infocenter/ieduasst/v1r1m0/index.jsp?topic=/com.ibm.iea.wbmodeler_v7/wbmodeler/7.0/Process_Modeling/WBPMv70_Modeler_Compen/player.html

http://en.q-bpm.org/mediawiki/index.php/Conditional_Sequence_Flow

http://www.sewo.biz/BPMN/BPMNEvents.php

http://www.slideshare.net/jimarlow/introductiontobpmn005


Matéria publicada por Mateus Toledo em 15/03/2012 no blog Tribo E-Commerce feita comigo (Roberto Gentile) a respeito de tendências do e-Business.

Com sua experiência no ecommerce, o que você acha que falta para o setor crescer mais?

Acredito que falta aparato tecnológico com processo de negócios eficiente, com ferramentas que acompanhem o tempo certo todas as inovações na internet, por exemplo, os conceitos de Web 2.0 deveriam ser imprescindíveis mas ainda vemos muitas plataformas que não tem sequer uma nuvem de tags (!). A integração com sistemas de comparação de preços, inserindo em ferramentas conhecidas o público online brasileiro como Google Shopping e Buscapé são também diferenciais necessários. Facilidades para vender através de celular ou tablets também, deve-se prover soluções específicas para estas plataformas, ampliar cada página visitada não é tão atrativo quanto ir “direto ao ponto”.

Facilidades fiscias para produtos vendidos pela internet deveriam ser ampliadas, como uma empresa de e-commerce tem capacidade para atender facilmente o país devido as transportadoras com maior abrangência, algumas regras seriam interessantes para fortificar o setor gerando milhares de empregos. Algumas iniciativas que seguem a idéia de Anita Roddick (do The Body Shop) tem se mostrado bastante eficaz para venda de cosméticos, suas precursoras geram empregos e tem grande lucros devido a este mecanismo de vendas.

As próprias transportadoras também precisam inovar, recentes fusões e aquisições como da DHL, Total Express e DirectLog sugerem integrações mais eficazes através de sua informatização completa, soluções como pesquisa de valor e cep, hoje disponibilizado apenas pelo Correios, não deve ser unanimidade nos próximos anos, isso facilita consideravelmente a integração com plataformas de comércio eletrônico, bem como funciona hoje nos EUA, onde até plataforma de e-commerce gratuítas já vem com integrações imbutidas com as transportadoras mais famosas.

Um item que já não mais deve ser citado, mas que a 3 anos poderia estar nesta lista seria a ampliação de escolha de um gateways de pagamento, antes só explorada basicamente pela BrasPag e agora concorrida também com Buscape, PagSeguroUOL, PayPal e MercadoPago, com planos que se encaixam no momento do lojista e facilitam as transações financeiras.

O que você considera boas práticas no mercado e que você acredita que funciona?

Acredito que em primeiro lugar um serviço de atendimento ao consumidor humano e saudável, que seja assessorado por um sistema unificado ou legado que lhe permita conceder todas as informações em tempo hábil e; a consciência do empreendedor, de que seu SAC precisa ter voz e certos poderes dentro da empresa, como demandar correções para áreas de tecnologia e marketing.

A logística também é muito importante, deve-se haver contrato com as transportadoras e tê-las aos olhos do empreendedor, pois o processo de compra não termina no momento que a mercadoria é enviada para o cliente e sim quando de fato é entregue e existe satisfação da contra parte. Serviços de aviso de entrega, como por exemplo via SMS e E-Mail de conclusão são fundamentais.

Outro ponto importante é que as áreas precisam se comunicar, não adianta o Depto de Marketing criar um produto, onde a produção (caso seja artesanal) ou ainda a expedição não foi comunicada sobre a nova demanda, sem falar em contratos fechados sem o conhecimento de todas as áreas. Reuniões antes e depois de grandes datas na empresa são extremamente recomendáveis para dar continuidade sadia ao processo de negócios e não entender que tais datas são “um sufoco” e sim “um evento”.

continue lendo no link abaixo..

http://www.triboecommerce.com.br/2012/03/15/entrevista-com-roberto-gentile-gerente-de-ti-da-giuliana-flores/

Boa leitura!


Sim, pode ser mais um artigo da série de “como ganhar dinheiro fácil”, mas aí trocamos o último adjetivo por “com o empenho correto”. Digo isso pois muitas vezes vejo um profissional que realmente é bom no que faz, mas sem os resultados corretos, torna-se inútil. Esse tema não é novo, faz parte de vários livros como “Faça o que tem que ser feito” ou ainda “Faça o que tem que ser feito e não apenas o que te pedem”, pois mais uma vez vamos na contra-mão do tradicionalismo de fazer o que fomos pagos para fazer ou ainda fazer mais o do que é nossa obrigação sem receber o reconhecimento por isso.

Conforme vamos participando de uma empresa, vamos entendendo as coisas que são necessárias para fazê-la funcionar, se você é do setor financeiro, deverá dar atenção ao Contas à Pagar e Receber, os relatórios dos gastos dos departamentos, se do RH deverá controlar horário e coordenar situações de conflito, e por aí vai, no entando nos esquecemos o que além disso a empresa precisa, talvez uma proposta de melhoria ou remanejamento financeiro ou ainda novas idéias para motivação dos funcionários? Mas a pergunta é, como entender essa necessidade e para quem deve ser esse feedback?

Primeiro, saiba qual é o seu papel

Isso é essencial e você não deve pular etapas. Algumas coisas que você não deve fazer:

  • “Passar por cima” do seu chefe direto para tentar atender as necessidades do presidente (mesmo que este tenha lhe pedido uma tarefa diretamente);
  • Mineirar informação com quem não quer lhe ajudar, pois infelizmente temos aqueles que não querem o seu sucesso ou até nem mesmo o próprio;
  • Perguntar diretamente, embora pareça a melhor via, é invasivo e quase que intimidador, dependendo de como você se reporta;
Observe pacientemente como uma coruja

Observar é uma virtude, é como saber ouvir mas com outro sentido sensorial. Observar te ajudará a entender qual a cultura da empresa, como uma rede neural que aprende conforme as ações lógicas em um sistema de inteligência artificial. Obviamente suas premissas básicas sobre atitudes, que lhe fizeram render sua posição, devem ser mantidas, mas complementadas com esta análise de observação. Nenhum diretor entende bem um funcionário trabalhando com as próprias regras ou cultura, embora seja óbvio que ninguém “nasce” naquele ambiente, espera-se que você se dê ao trabalho a entender a empresa, em outras palavras, não ter que “dar a mão e ensinar”. Analise questões como:

  • Qual o melhor momento para dar boas e más notícias;
  • Entenda o que é uma brincadeira e uma sátira;
  • Tente ser claro da mesma forma que os demais, não da forma que você entende ser;
  • Crie dois “tótens” na sua mente baseado no comportamento dos demais: como devo ser e como não devo ser.
Diferencie questões profissionais de pessoais

Todas as análises anteriores, devem ser munidas de um princípio básico, o ambiente profissional é destinado ao principal objetivo de qualquer empresa: obter lucro. Não entenda que uma amizade com seu chefe direto, seja o diretor financeiro ou o presidente ofusque seu propósito ali.

Caso você seja um funcionário que já saiu para “tomar um chopp” com o chefe, saiba que um profissional sério não entende esse estreitamento relacional como uma escada para o sucesso e pense duas vezes antes de estabelecer esta relação, não seja um “puxa-saco declarado”, lembre que os outros que ocupam mesma posição hierarquica que você podem não entender sua atitude de uma boa forma e quando suas atividades cruzarem, eles lembrarão dos acontecimentos anteriores.

Saiba quando e como dar seus feedbacks

Uma vez que todos os pontos anteriores foram bem estudados é hora de dar os feedbacks e esta é uma lição de aprendizado cíclico: um relatório que ganhou um parabéns não necessariamente é o mais útil, mas com certeza o mais bonito, foque no que é prático e decisivo para seu superior. Caso você deixe de emitir aquele relatório, exclareça, não deixe nada subentendido.

Responda, sempre que te perguntarem

Isso com certeza é um diferencial. Muitos profissionais que conheço já se remeteram a me dizer “oras, não respondi porque não tinha uma definição”, mas lembre-se, a sua resposta não está ligada a uma definição e sim a um acompanhamento, é o que eu chamo no meu círculo profissional de status intermediário e que com certeza todos os meus fornecedores e colegas hoje entendem isso como necessário.


Jim McCann – 1-800-FLOWERS

Foto de Jim McCannJim McCann é o empresário americano fundador da 1-800-FLOWERS, uma compania sediada nos Estados Unidos, pioneira em popularizar o uso do serviço de ligação gratuíta (nosso 0800) e criar um website para vender serviços e produtos.

McCann antes de iniciar sua vida como empresário era Assistente Social e Administrador da John’s Home for Boys, uma casa que fora criada muito antes em 1828. Nos anos 70, quando trabalhava nesta instituição, começou a trabalhar aos finais de semana em uma floricultura no Queens, NY.

Já em 1986, McCann já tinha operando 14 floriculturas sob sua direção, chamada “FloraPlenty”, na área metropolitana de Nova Iorque. Segundo sua autobiografia “Pare e Venda Rosas” (do inglês “Stop and Sell Roses” sem tradução para o português), ele tinha idealizado a idéia para vender nacionalmente, isso “enquanto fazia sua própria barba”. Assim comprou uma empresa quase falida do Texas, que possuía um número de telefone peculiar, justamente 1-800-FLOWERS. McCann não perdeu tempo e mudou o nome de todas as suas lojas e criou a marca registrada.

Na internet (1992-94), teve seu grande crescimento quando criou uma parceria com exclusividade com a CompuServer e a America Online (AOL), tornando-se o primeiro varejista a estabelecer uma presença online consideravelmente forte. Desta época em diante, como a AOL teve uma ascensão considerável, a 1-800-FLOWERS seguiu junto e cresceu muito também.

1800 Flowers.com

Logo um ano depois, McCann registrou o domínio da internet “www.1800flowers.com” criando presença virtual. Logo depois de 4 anos, em  1999, apresentou seu IPO (FLWS na Nasdaq), possibilitando mais investimentos na empresa, em função dos investidores.

Embora o atual presidente da empresa seja seu irmão Chris McCann, Jim McCann ainda é CEO, realiza consultoria em várias empresas e entrevistas sobre marketing, empreendedorismo e artigos relacionados.


Imagem de muitas direções

O termo “mandar” é forte, mas é apenas um atalho à uma frase muito mais complexa e inteligente: “Como instruir devidamente os colaboradores e obter o sucesso”. Esta é uma questão que assombra muitos líderes, coordenadores, gerentes, inclusive diretores.

Direto ao assunto, vão aí as dicas:

  1. Seja claro e coerente com suas decisões:
    Não suponha que o colaborador tem uma experiência prévia, conhecida ou não, faça questão de realizar todas as instruções, mas permita que ele intervenha e “queime” algumas etapas.
  2. Mostre qual será o ganho real a todos os envolvidos diretos e indiretos:
    Realizar uma tarefa apenas não traz muito sentido àquele que fará a atividade, é de interesse que se diga qual o ganho e porque ele está sendo escalado para aquela atividade. Não confunda descrição dos fatores resultantes com uma série de desculpas desalinhadas, o propósito deve ser claro e sua posição segura.
  3. Deixe sempre espaço para argumentação, não encare as discordâncias como algo confrontador:
    Segue parte da instrução anterior, seja seguro e não se desculpe e em continuidade nesta etapa, permita ao colaborador confrontar as idéias, torne isto uma negociação e esteja aberto a mudanças propostas, se algo for muito além do que você gostaria, divida a responsabilidade de sucesso com todos. Muitos profissionais em cargos de liderança (inclusive eu) já tive bons resultados com esta técnica.
  4. Lembre-se que em sua posição, você deve ser mais paciente do que o receptor das instruções:
    Uma consideração que deve ser levada a todas as etapas, você deve compreender que para ter uma equipe vencedora, seja a empresa como um todo ou apenas sua equipe de projetos, os objetivos de todos envolvidos devem estar alinhados e isso necessitará de uma imensa contribuição de boa vontade sua. Não há espaço para “hoje eu acordei mal humorado”, conte até dez e vá em frente!

 


O Gold Plating é um termo conhecido na Engenharia da Computação quando um profissional de TI desenvolve seu trabalho mais do que o cliente final deseja, seja interno ou externo, ou seja, que esta fora do escopo padrão (leia mais..) independente de sucesso, o que sempre traz déficit à gerencia e à liderança, seja em valores ou poder, uma vez que estamos falando sobre motivações introspectivas, normalmente não controláveis apenas com diretivas na empresa.

A sugestão que eu motivo neste artigo é trabalhar o Gold Plating com outros dois termos que merecem nossa atenção:

  • Empowerment que é poder dar poderes de decisão ao profissinal;
  • Mentoring que sugere ensinar por método de um mentor a outro profissional;

 

Empowerment

 

Motivação

Com o Empowerment você pode atribuir a responsabilidade pelo Gold Plating ao próprio profissional que o pratica, ou seja, você será exatamente o contrário do provavelmente está sendo agora, ao invés de recusar, irá permitir suas atitudes, mas com a uma cláusula minuciosa seguir com a responsabilidade até o fim. As dificuldades que você encontra hoje, serão encontradas por ele em um futuro breve.

Considerações

A responsabilidade atribuída ao profissional não deve ser total, pois dois motivos principais: 1) crítica aberta à alta gerência para justificar as prováveis dificuldades que ele terá; 2) você ainda sim deve manter o controle do projeto, pelo menos dos status das tarefas atribuídas à ele.

No caso de uma equipe onde apenas um profissional pratica o Gold Plating deve-se tomar cuidado para que os demais não entendam que isso é uma “promoção”, os objetos devem ser claros para todos, mas não detalhados, pois senão se desfaz a dinâmica do trabalho.

 

Mentoring

 

Motivação

Com o Mentoring você possibilitará utilizar-se de conceitos de Empowerment para permitir ao profissional repassar um escopo fechado ao seu “discípulo”, mesmo que para este escopo, sem desenvolver seu trabalho, já tenha repetido a prática do Gold Plating.

Considerações

Para esta abordagem, pode ser interessante usar prazo limite como alternativa para não deixar que a técnica consuma mais recursos do que o necessário, é basicamente colocar-se na mesma posição que você se encontra, onde gostaria de incluir novas idéias, mas não há quem financie a idéia.

 

A utilização e ambas as técnicas

 

Você terá um ambiente colaborativo, democrático, não persuasivo e com grandes conquisas pessoais e profissionais. A alternativa à isto seria a incisão ditadora de um método de trabalho, onde em alguns casos não é reconhecido como direcionamento, o que acaba acarretando problemas com outras diretrizes e recompensa monetário não o fará mais feliz.

Em geral, diz-se o ditado, é melhor segurar do que ter que empurrar e esta deve ser a visão de um líder ou gerente para com sua equipe. Pessoas inteligentes se mantém com pessoas inteligentes, pessoas ignorantes, com pessoas ignorantes”.